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terça-feira, 17 de abril de 2012

CPI Vai Pedir que Polícia Federal Investigue o Ecad

Relatório da CPI criada para apurar a atuação do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) vai apontar suspeitas de formação de cartel, apropriação indébita e sonegação fiscal.
O texto final, a ser concluído nesta semana, vai pedir que o Ministério Público e a Polícia Federal investiguem a possibilidade de a entidade ter cometido os crimes.
"Descobrimos que não há tempo ruim no Ecad. Mesmo nos meses em que a entidade apresenta balanços no negativo, seus diretores recebem pró-labores de R$ 15 mil a
R$ 25 mil", diz o presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).
Segundo o senador, há suspeitas de que esse dinheiro viria do chamado "crédito retido", recursos que deveriam permanecer nos cofres do Ecad até que algum dos artistas beneficiados se apresentasse para recebê-los.
A partir dos depoimentos e da análise dos balanços fiscais do Ecad, Rodrigues diz acreditar que esta verba venha sendo distribuída entre os dirigentes da entidade.
O Ecad tem nove diretores, que recebem salários que vão de R$ 15 mil a R$ 20 mil, mais o pró-labore, aponta a CPI.
Em 2010, o Ecad arrecadou R$ 432,9 milhões. Distribuiu R$ 346,5 milhões para 87.500 dos 342 mil filiados.
Chamou a atenção dos membros da CPI que 254 mil artistas cadastrados na entidade não tenham recebido nenhum repasse.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Amilton Alexandre, o Mosquito é Achado Morto em Santa Catarina

Blogueiro que denunciou estupro envolvendo filho do diretor de uma afiliada da Rede Globo é encontrado morto.
Será enterrado às 15h desta quarta-feira, no cemitério do bairro Itacorubi, em Florianópolis, o corpo do blogueiro Amilton Alexandre, titular do blog Tijoladas do Mosquito. 
Amilton foi encontrado morto em sua casa em Palhoça, na Grande Florianópolis, no fim da tarde de terça-feira. A polícia investiga o caso, mas há indícios de que ele tenha cometido suicídio, embora muitos familiares e amigos digam que ele vinha sofrendo ameaças.
Mosquito ganhou inimigos devido às críticas e denúncias postadas em seu blog. Era parte em mais de 30 ações que correm na Justiça catarinense e em pelo menos 13 delas aparece como réu. A maior parte dos processos aos quais ele respondia eram por calúnia, difamação ou pedidos de indenização por danos morais. Entre as vítimas aparecem empresários e políticos, como o prefeito de Florianópolis, Dário Berger, que movia uma ação penal privada contra o comunicador. Em audiência desse caso no mês passado, Mosquito foi advertido com um termo de prisão em flagrante por proferir ofensas ao prefeito durante a sessão. Ele também denunciou um caso de estupro envolvendo adolescentes de famílias tradicionais da capital catarinense, um deles o filho de um empresário da comunicação. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Metrô de Londres Bane Cartaz de Disco de Lou Reed com Metallica

O metrô de Londres baniu nesta terça (20) pôsteres de "Lulu". 
O disco é a aguardada parceria entre o cantor Lou Reed e a banda Metallica, informa o semanário "New Musical Express". Segundo a administração do metrô, o cartaz promocional foi proibido porque seria muito parecido com grafite, estilo de arte urbana. O pôster mostra um manequim sem braços e com o nome do disco, aparentemente, escrito com sangue. 
"Lulu" será lançado no dia 31 de outubro e traz letras do ex-cantor da banda Velvet Underground inspiradas em peças do dramaturgo Frank Wedekind. Segundo o vocalista do Metallica, James Hetfield, as composições o fizeram chorar.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Jerusalem: Chronicles From the Holy City

Em 2012, Drawn and Quarterly, editora especializada em quadrinhos alternativos, publicará Jerusalem: Chronicles From the Holy City
A graphic novel jornalistica é o mais novo trabalho de Guy Delisle, autor de Pyongyang - Uma Viagem à Coréia do Norte (2007), Shenzen: A Travelogue From China (2006, ambos publicados no Brasil pela Zarabatana Books), e o recente Burma Chronicles (2010), ainda inédito no Brasil. A editora Drawn and Quarterly vendeu 60 mil copias de Pyongyang, que se tornou livro de referencia sobre a Coréia do Norte. O que me faz lembrar da palestra do Alexandre Callari sobre editoramento de livros, quando ele falou que um dos méritos de um autor e saber avaliar o momento certo de propor um livro a uma editora.
A Drawn & Quarterly informou ao site ICv2 que a primeira tiragem de Jerusalem sera de 30 mil cópias, o que já dá um ideia da popularidade dos travelogues de Delisle, que são obras frequentemente comparadas as dos escritores Bruce Chatwin e Paul Theroux. De forma similar a Chatwin, Delisle mistura opiniões pessoas e políticas para expressar suas impressões de forma simples, direta e recheadas de informações. Ele também se ocupa em, além de escrever sobre os lugares, também descrever as pessoas que os habitam.
A obra conta a visita do autor a Terra Santa durante a Operação Chumbo Fundido, as três semanas de incursões militares a Gaza em resposta aos ataques a mísseis feitas contra Israel e que resultaram na morte de mais de mil palestinos.
Fonte: site ICV2

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Cuba: Uma revolução

Através da Graphic Novel auto-biográfica da cubana Inverna Lockpez o leitor tem a chance de conhecer a Revolução Cubana de uma forma intensa, com imagens, muita emoção e autenticidade.
A visão de Inverna e suas experiências são exploradas pelo trabalho conjunto de Dean Haspiel e José Villarubia apresenta uma Cuba clássica, nostálgica e ao mesmo tempo trágica pelas coisas esquecidas ou deixadas pra trás na história daquela nação.
Algo fantástico da obra Cuba: My Revolution é que Inverna não parte para clichês e nem tenta construir idealizações ou slogans de guerrilha, mas sim aprofunda-se em caracterizações honestas e reais mostrando o futuro de sua amada nação como vista por alguém que sobreviveu à revolução naquela época e examinando muitos aspectos da sociedade cubana, seja pela carreira militar, ambições pessoais, laços familiares e a experiência militar sob muitos aspectos e dimensões diferentes.
A obra de 144 páginas com um acabamento muito luxuoso, faz parte de uma iniciativa da Vertigo, selo adulto da DC Comics, de publicar histórias de artistas de outros países sejam elas biográficas ou visionárias sobre suas nações e experiências de vida para a cultura americana conhecer. Dentre elas estão a já esgotada e muito elogiada Daytripper dos brasileiros Gabriel Bá e 
Fábio Moon e Como entender Israel em 60 dias ou menos... em quadrinhos

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Como entender Israel em 60 dias ou menos... em quadrinhos

Fundado após a Segunda Guerra Mundial, Israel tem pouco mais de 20 mil quilômetros quadrados no Oriente Médio, que já passaram por muita coisa nesses últimos 60 anos, principalmente disputas armadas e sangrentas para decidir de quem é o território.
Sarah Glidden é uma judia nascida em Boston que viajou para Israel como parte do programa Birthright – um fundo do governo que patrocina viagens de judeus de todo o mundo para visitar a terra prometida de seu povo. Ela não é nem um pouco alienada quanto à situação de Israel – parte do pessoal que vai com ela é – e tem algumas opiniões bem fortes quanto à situação dos palestinos e dos muçulmanos.
Glidden resolveu transformar seus pouco menos de 60 dias em Israel em HQ. É este relato autobiográfico, batizado How to Understand Israel in 60 Days or Less, de desenhos bastante simples a nanquim, pintados com aquarela, que a DC/Vertigo publicou recentemente nos EUA como graphic novel, atraindo grande atenção. Primeiro, da mídia especializada, pois a HQ não tem “cara de Vertigo” e mostra uma diversificação da linha tentando aproveitar o mercado de quadrinhos autobiográficos. Por outro, da mídia mainstream, que ainda não se acostumou com quadrinhos que lidam com temas sérios.
O trabalho de Glidden, porém, não é sério

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O CEO do Google Quer que Você Mude de Nome

“Eu acho que a sociedade não compreende o que irá acontecer quando tudo estiver gravado e for acessível, por todo mundo, o tempo todo”.
Depois de fazer essa observação (perfeitamente sensata) em entrevista ao Wall Street Journal, o CEO do Google, Eric Schmidt, apresentou sua solução: daqui a algumas décadas, toda pessoa terá o direito de mudar legalmente de nome quando fizer 21 anos – para que todas as bobagens que postou, e que ficaram gravadas na internet, não possam mais ser associadas a ela. Segundo a reportagem do WSJ, Schmidt “aparentemente estava falando sério”.
Mais do que maluca, essa ideia é atemorizante – não porque vá ser colocada em prática (não vai), mas porque dá uma ideia da falta de noção e da prepotência com que o Google, ou pelo menos seu CEO, encara a sociedade. Muita gente teme que, no futuro, o Google possa usar seu conhecimento absoluto, sobre tudo e sobre todos, para se transformar numa força opressora. Será? Difícil dizer. Mas há sinais de que algo está mudando.
Primeiro, o Google decidiu usar banners para vigiar a navegação das pessoas na internet – coisa que teria provocado uma violenta discussão entre seus fundadores, Larry Page (supostamente a favor) e Sergey Brin (contra). Depois, o Google se manifestou contra a chamada neutralidade da rede – e anunciou, junto com a operadora de celular Verizon, um projeto que daria às empresas de telecom o poder de sabotar ou censurar sites e serviços que elas não aprovem. Uma medida injusta e absurda – e que o próprio CEO do Google costumava atacar fortemente.
Essa nova cara do Google, mais dura e egoista, tem levantado comparações com a Microsoft dos anos 90 – cujo poder brutal e absoluto acabou despertando a fúria do governo dos EUA, que quase acabou com a empresa. O Google é a nova Microsoft? Alguma coisa pior? Talvez não seja nada disso. Mas, com certeza, já não é o que era.


Publicado originalmente no blog da Superinteressante

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

EUA Usam Mangás para Promover Aliança Militar Com Japão

A idéia é contar a história do pacto, que completa 50 anos, às crianças japonesas
O exército americano parece disposto a comprovar que sutileza não é o seu forte. Tropas baseadas no Japão vão publicar na internet um mangá para "contar" às crianças japonesas a história da aliança militar entre os dois países.
Segundo a rede britânica BBC, a iniciativa marca os 50 anos do pacto de segurança, pelo qual Tóquio autoriza Washington a manter bases militares em seu território em troca de segurança.
Os personagens serão uma menina japonesa e um garoto americano, que visita o Japão. O título da primeira história é "A nossa aliança - uma parceria duradoura".
A BBC adiantou uma parte da obra: A menina Arai Anzu - cujo nome soa como a palavra japonesa, que significa aliança - pergunta a um menino americano por que ele está protegendo a casa dela. "Porque temos uma aliança, somos amigos importantes", ele responde. "É bom ter um amigo em quem podemos confiar", diz a garota.
A publicação estará disponível na internet a partir da próxima quarta-feira. O major americano Neal Fisher, diretor das bases americanas no Japão, disse que o formato de mangá foi escolhido por ser muito popular no país oriental. Segundo ele, algumas cópias dos quadrinhos em papel também estarão disponíveis nas bases.
As relações entre os dois países têm sido tensas desde o ano passado, quando o governo japonês cogitou a idéia de mover a base militar americana da ilha de Okinawa, onde estão mais da metade dos 47.000 soldados americanos no país. A presença dos Estados Unidos causa protestos de muitos moradores de Okinawa, que querem a saída imediata das tropas.


Para saber mais: Site da BBC (Em inglês)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Zahra’s Paradise

Então um escritor persa, um artista árabe e um editor judeu entram na sala…
Parece o início de uma piada de mau gosto. Na verdade, é algo como o início dessa incomum aventura editorial, a primeira desse tipo. Aqui, para sua leitura, temos uma webcomic em inglês, farsi, árabe, francês, italiano, espanhol, holandês e português – e ainda outros idiomas serão disponibilizadas em breve. A First Second Books orgulhosamente apresenta Zahra’s Paradise de Amir e Khalil, junto com a Casterman nas versões em francês e holandês, Rizzoli Lizard na versão italiana, Norma Editorial na versão em espanhol, e LeYa e Barba Negra na versão em português.
Tudo se passa no Irã depois das fraudulentas eleições de 2009. Zahra’s Paradise é a história ficcional da procura por Mehdi, um jovem ativista que desaparece nos gulags da República do Islâmica. Mehdi desapareceu na sombria zona extrajudicial onde não existem hábeas corpus e o que impede que sua memória seja apagada não é a lei, mas a resolução e a coragem de uma mãe que se recusa a desistir de seu filho e a tenacidade de um irmão – um blogueiro – que une cultura e tecnologia para explorar e expressar o sentimento de ausência: o vazio que Mehdi deixou em sua vida.
Zahra’s Paradise combina pessoas e eventos reais. Enquanto o mundo testemunha o que não mais pode ser ignorado em vídeos no YouTube, no Twitter e em blogs, surge essa história e ela precisa ser contada.
O autor Amir tem decendência iraniana e americana e é ativista de direitos humanos, jornalista e documentarista. Ele viveu e trabalhou nos Estados Unidos, Canadá, Europa e Afeganistão. Seus ensaios e artigos apareceram amplamente na imprensa. O trabalho de Khalil como artista foi muito reconhecido. Ele faz escultura e cerâmica e, desde muito jovem, também trabalha com quadrinhos. Zahra’s Paradise é sua primeira graphic novel.
Amir and Khalil tinham o desejo de trabalhar juntos há muito tempo, mas Zahra’s Paradise uniu seus talentos como se eles tivessem se preparado para isso a vida toda – e serviu de ferramenta para responderem à grande questão de seu tempo.
Os autores escolheram o anonimato por razões políticas óbvias.




Publicado originalmente em Zahra's Paradise